Ministério da Saúde

Secretaria de Vigilância em Saúde

Programa Nacional de DST/AIDS

ASSESSORIA DE IMPRENSA

10/11/05

 

Brasil é reeleito por unanimidade como secretario executivo do GCTH

 

Os 16 países que compõem o Grupo de Cooperação Técnica Horizontal da América Latina e do Caribe (GCTH) decidiram reeleger o Brasil para assumir a secretaria técnica do Grupo por mais um ano. A decisão ocorreu durante o III Forum Latinoamericano e do Caribe em Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, que acontece até o dia 11/11 em El Salvador. A cada ano um país é escolhido para liderar o grupo.

 

“Nós não esperávamos por este resultado, porque no nosso entendimento outros países iriam apresentar sua candidatura”, ressaltou o diretor do Programa Brasileiro de DST/Aids , Pedro Chequer. Ele explicou que a proposta foi sugerida pelo representante da Costa Rica e todos os demais membros concordaram, porque reconheceram que o Brasil vem desenvolvendo um excelente trabalho a frente do grupo. A Argentina, que pretendia se candidatar, endossou a indicação.

 

Durante a reunião também foram outras decisões. O GCTH aprovou as normas de procedimento do grupo – uma espécie de estatuto, mas que não pode receber esse nome por não se tratar de uma pessoa jurídica. “O grupo existe desde 1997, entretanto as normas não estavam escritas e nem acordadas”, explica Mauro Teixeira, técnico do Programa Brasileiro de Aids e um dos representantes do País no Grupo. Além da criação das normas de procedimento, o grupo decidiu criar uma Assembléia Geral e coordenações sub-regionais, cuja atribuição principal é a de ser um representante da região perante os demais países integrantes. Assim, a Colômbia assumiu a coordenação dos países Andinos, a Argentina dos países do Mercosul, El Salvador da América Central e Haiti de todo o Caribe.

 

O plano de trabalho para 2006 do Grupo de Cooperação Técnica Horizontal da América Latina e do Caribe foi outra ação executada na reunião. O grupo vai trabalhar na perspectiva de acesso universal para a prevenção e tratamento. “Vamos aproveitar a reunião da Organização Pan-Americana de Saúde, em janeiro, para definirmos com os países das Américas os termos desse plano de trabalho”, revelou Chequer.

 

Por fim, foi aprovado que México e Barbados continuam sendo os representantes da América Latina e do Caribe no Fundo Global e que Buenos Aires será a sede do IV Fórum Latino Americano e Caribenho de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, em 2007.

 

Histórico – O GCTH é uma instância política estratégica e foi formada em 1995. O grupo surgiu em virtude do descontentamento com modelos de cooperação vertical existentes na região, uma vez que só respondiam a necessidades das agências internacionais e geralmente eram inadequados culturalmente.

 

A missão do GCTH é promover maior integração entre os países do bloco visando o desenvolvimento conjunto de programas de capacitação e cooperação na área de HIV/aids. O grupo caracteriza-se por: ser uma referência para a elaboração de posições regionais em eventos internacionais; articular processos de negociação de preços para anti-retrovirais; e eleger representantes dos países membros junto ao Fundo Global. Os maiores desafios que o GCTH enfrenta hoje são a ampliação do acesso ao tratamento para pessoas vivendo com HIV/aids no continente e o fortalecimento das respostas à epidemia e outras DST por meio da cooperação técnica intra-regional.

 

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